TEMPLATE ERROR Current Date: Sat Mar 13 13:14:08 BRT 2010 URL : Skin : Last Modify : Wed Dec 31 21:00:00 BRT 1969 File Name : Line : 223 Errors : Error: Block not closed: uol.tpl.StatementIFBoolean Caminho de luz - UOL Blog
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CAMINHO DE LUZ



-·=»¿«=·-
··¤ Este blog foi criado para todos que simpatizam com essa doutrina de luz que é o Espiritismo. Aqui os visitantes encontrarão mensagens e textos que irão exclarecer um pouco sobre a doutrina. Sintam-se à vontade para deixar seus comentários. Dedicado ao Cristian com amor da mamãe, pq nosso laço é eterno¤··

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::Música::

Enya - Athair Ar Neamh

::Athair Ar Neamh ::

::Enya ::

(tradução)
Pai do Céu,
Deus nos abençoe,
Pai do Céu,
Deus me abençoe.
Minha alma, meu coração,
minha glória
Louvam você, Deus.
Longo é o dia tranqüilo,
Longa é a noite sem trevas.
Deleite, alegria, amor,
Louvam você, Deus.
Eu o glorifico, dia após dia,
Eu o glorifico, noite após noite.
Pai do Céu, Deus nos abençoe.
Pai do Céu, Deus me abençoe.
A lua, o sol, o vento
Louvam você, Deus.

::Créditos::









::Contador::



Indicação de filmes com temas espiritas:

Evocando Espíritos - 26/10
Passageiros - 02/11
Minha vida na Outra vida - 03/11













Fascinação Amorosa

Só pensava nela.

Cérebro em circuito fechado.

A jovem namorada, de estonteante beleza, ocupava-lhe todos os espaços mentais.

Última lembrança ao dormir.

A primeira, ao despertar.

Levantava-se com ela, passava o dia pensando nela, por ela suspirava...

Em seus devaneios imaginava-se a retê-la em seus braços, aspirando seu perfume, cobrindo-a de carícias, fundindo-se ambos em ardentes abraços.

Às vezes desligava-se.

Eram momentos fugidios, como breves intervalos separando músicas num disco.

Logo recuperava-lhe a imagem, assustado como quem houvesse sofrido a perda da respiração por momentos.

Contava os dias e as horas que os separavam. A seu lado pedia a Deus que parasse o relógio do tempo, a fim de que pudesse desfrutar indefinidamente a ventura de sua presença.

Sempre acontecia o inverso:

Juntos, as horas ganhavam asas.

Separados, fluíam com a lentidão das tartarugas.

***

Com incontáveis variações, encontramos na literatura universal envolvimentos passionais semelhantes.

Um paraíso, quando tudo corre bem.

Um inferno, se surgem problemas.

Semelhantes experiências situam-se nos domínios da fascinação quando, a partir da atração física, instala-se o desejo irrefreável de comunhão carnal, em paroxismos passionais. George Bernard Shaw, teatrólogo inglês, dizia, referindo-se ao casamento, que um dos paradoxos- da sociedade humana é que pessoas apaixonadas são obrigadas a jurar que continuarão naquele estado excitado, anormal e tresloucado até que a morte as separe.

Muitas uniões efêmeras ocorrem a partir de envolvimentos passionais, principalmente entre jovens, empolgados por recíproca fascinação, quando se rendem ao domínio dos hormônios.

Justamente por inspirar-se nos instintos, a fascinação amorosa é a mais freqüente, responsável por casamentos precipitados, adultérios, separações, crimes e tragédias sem fim.

Proclama a sabedoria popular que a paixão é cega, o que exprime uma realidade. Paixão e bom senso raramente seguem juntos.

Por isso os Espíritos obsessores estimam envolver as pessoas passionais, torturando-as com anseios amorosos irrealizáveis ou usando-as para exercer sua ação nefasta, criando estranhas e perigosas situações.

Autor:
Richard Simonetti

Fonte:
O Clarim



Escrito por Cristian vive/Mahevi às 09h56
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Solução Natural

Os espíritos benfeitores já não sabiam

como atender a pobre senhora obsediada.

Perseguidor e perseguida estavam mentalmente

associados a maneira de polpa e casca do fruto.

Os amigos desencarnados tentaram afastar o obsessor,

induzindo a jovem senhora a esquecê-lo, mas debalde.

Se tropeçava na rua, a moça pensava nele...

Se alfinetava o dedo em serviço, atribuía-lhe o golpe...

Se o marido estivesse irritado, dizia-se vítima do verdugo invisível...

Se a cabeça doía, acusava-o...

Se uma xícara espatifasse,no trabalho doméstico,

imaginava-se atacada por ele...

Se aparecesse leve dificuldade econômica,

transformava a prece em crítica ao desencarnado infeliz...

Reconhecendo que a interessada não encontrava libertação,

por teimosia, os instrutores espirituais ligaram os dois,

a doente e o acompanhante invisível,

em laços fluídicos mais profundos,

até que ele renasceu dela mesma, por filho

necessitado de carinho e de compaixão.

Os benfeitores descansaram.

O obsessor descansou.

A obsidiada descansou.

O esposo dela descansou.

Transformar obsessores em filhos,

com a benção da Providência Divina,

para que haja paz nos corações e equilíbrio nos lares,

muita vez é a única solução.

Hilário Silva



Escrito por Cristian vive/Mahevi às 09h36
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De Frente para o Espelho

“Se conseguíssemos nos separar de nós mesmos, deixando de lado o ego, a vaidade e a fantasia, seríamos capazes de ver a vida como ela realmente é.”
Diante do Espelho - Rick Medeiros

 

Tantas e tantas vezes temos vontade de gritar, de fugir para fora da própria vida que vivemos sem, entretanto conseguir ver o que realmente está acontecendo, sem conseguir sequer perceber a vida como ela é.

Esta frase de Rick Medeiros em epígrafe nos fala muito, pois tudo o que se precisa para conseguirmos ser felizes e promovermos um real encontro com nós mesmo, é conseguir apartar, deixar de lado completamente, o eu mais profundo de toda a vaidade que estamos revestidos e que proporciona uma vida fantasiosa que esconde a vida que poderíamos e quereríamos viver. Muitas vezes estamos vivendo uma vida superficial, de sorrisos falsos, de brincadeiras mais falsas ainda, com inúmeras coisas que gostarias de fazer e sentir, mas não conseguimos encontrar a brecha, a trinca de onde atravanca nossa evolução e nosso eventual ponto de partida para a verdade e, conseqüentemente, para uma vida melhor. Aí desesperamos com freqüência e surge esta tristeza imensa e inexplicável para os de pouca visão.

Normalmente esquecemos que nossas vidas são continuação do passado, quando, se encarássemos este fato, poderíamos entender o por que da vida que vivemos hoje. Assim, da mesma forma e com a mesma intensidade, precisaríamos nos olhar de frente para o espelho e conseguir ver que a vida de hoje é o alicerce para o futuro, aí sim, nosso comportamento mudaria mesmo.

A vida, tão simples quanto complexa, nos permite situações que nos favorecem o descobrimento de nós mesmo, de nossas virtudes, de nossos defeitos, de nossos anseios e de nossas decepções sendo, portanto capazes de nos ver através do espelho da alma, descobrindo a nós mesmos.

Acredito eu que, como espíritos criados por Deus, simples e ignorantes e que somos colocados aqui neste planeta para aprender e vivenciar cada aprendizado e que depende de nós a evolução, o crescimento, tendo tudo a sua conexão perfeita pois que nada acontece por acaso. Assim, ainda dentro do que acredito e do que pelo estudo e vivência já me sinto capaz de relatar, não estamos aqui somente para viver e aprender, mas, muitas vezes, para ajudar os outros e, sem cobranças, poder colher toda a simplicidade da vida.

Nem todo mundo acredita em vida após a morte ou reencarnação. Sei que todos tem seu próprio tempo e talvez seja meio louco tentar suas vidas por meio de meus valores. Afinal, uma das razões pelas quais estamos aqui é para nos desenvolvermos por nossa própria razão e intelecto, e não pela de outra pessoa, pelo preconceito que já criaram e tentam incutir em nós.
Sei que muitos ainda e algumas religiões ensinam que há apenas uma única vida, mas como explicar os privilégios, as desigualdades?

Por que alguns nascem ricos, enquanto outros lutam para simplesmente sobreviver? Por que alguns vêm ao mundo com corpos e mentes belos e saudáveis, mas outros nascem deformados ou com doenças mentais? Por que alguns vivem com vantagens, enquanto outros cumprem sua jornada em desespero?

Nossas vidas são escolhas, lições e aprendizados, em que o presente é moldado pelo passado, e o futuro pelo presente, mas poucos enxergamos isto.

Olhar no espelho e ver como pode ser bom viver a própria vida aqui e agora, embora seja coerente pedir orientação, conforto e conselhos, para os que estão no mundo espiritual, mas não para viver nossa vida através deles, qualquer que seja a nossa crença. Estamos aqui para aprender e evoluir, e ninguém pode fazer isso por nós. Temos que fazer por nossa própria conta, lembrando sempre que quando conseguimos nos olhar de frente para o espelho, conseguimos ver nossos defeitos e virtudes e, assim, podemos melhorar nossas virtudes e procurar vencer os defeitos, eliminando-os tanto quanto possível de nossas vidas. O caminho pode ser árduo, mas todos sempre temos ajuda, mesmo que não tenhamos ainda a capacidade de percebê-la..

Autor:
Vera Meira Bestene

Fonte:
O Mensageiro



Escrito por Cristian vive/Mahevi às 17h55
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Os Segredos do Universo

Como criou Deus o Universo?
Para me servir de uma expressão corrente, direi: pela sua Vontade. Nada caracteriza melhor essa vontade onipotente do que estas belas palavras da Gênese - “Deus disse: Faça-se a luz e a luz foi feita.”
Questão nº 38

Ao ligarmos a tomada o recinto escuro é inundado de claridade, permitindo-nos visualizar o que ali está.

Mais exatamente enxergamos sua imagem conduzida pela luz até nossos olhos. Estes funcionam como câmeras de vídeo registrando as emissões luminosas que produzem o fenômeno da visão no cérebro.

Isto significa que quanto mais distante estivermos mais tempo levaremos para tomar conhecimento da imagem que chega.

Como a luz viaja à velocidade de aproximadamente trezentos mil quilômetros por segundo, um objeto a três metros de distância será visualizado em milionésimo de segundo, fração de tempo imperceptível para nós.

A diferença se faz sentir quando observamos o firmamento.

O Sol, por exemplo, está a aproximadamente cento e quarenta e nove milhões de quilômetros. Contemplamos sua imagem com uma defasagem de oito minutos.

Se fotografarmos uma estrela situada a mil anos-luz registraremos como era há dez séculos.

No céu, portanto, contemplamos o passado.

Vemos estrelas que talvez não mais existam...

Não vemos aquelas cuja luz ainda não chegou com a notícia de seu nascimento...

Imaginemos um planeta situado no centro da Via Láctea, a aproximadamente trinta mil anos-luz . Hipotético morador, usando um super telescópio, registraria como viviam nossos ancestrais.

Seria possível realizar um completo levantamento da Terra, desde os seus primórdios, simplesmente fotografando nosso planeta a distâncias progressivas com instrumental ótico adequado.

***

Outro aspecto curioso relacionado com a Astronomia diz respeito à nossa condição de viajores do Infinito, passageiros de uma imensa nave espacial - a Terra, que se desloca vertiginosamente, obedecendo a vários movimentos.

Alguns deles:

Em torno do próprio eixo.
Em torno do Sol.
Em torno de determinada região do Cosmo, acompanhando a Via Láctea.

No entanto a Terra parece absolutamente imóvel, porquanto faltam-nos elementos de referência.

Viajando num trem constatamos que se desloca observando as imagens que se sucedem na paisagem.

Se fecharmos os olhos, haverá o barulho das rodas.

Se taparmos os ouvidos restará o sacolejo sobre os trilhos.

Eliminado o atrito e sem nada ver ou ouvir teremos a impressão de que o trem está imóvel.

É exatamente o que ocorre com a nave terrestre.

O Sol e as estrelas estão muito distantes para servirem de referência visual e nosso planeta desloca-se suavemente pelo espaço infinito.

Fica a impressão de absoluta imobilidade.

***

A Astronomia progrediu notavelmente neste século.

Modernos instrumentos permitem muito mais do que simplesmente observar o movimento dos astros.

Pode-se, por exemplo, com o uso do espectroscópio, que decompõe a luz que chega das estrelas, definir de que são feitas, sua idade, velocidade, distância, tamanho, luminosidade....

O Efeito Doppler, uma análise espectral que define a direção das estrelas, demonstra o Universo em expansão.

Isto sugere que houve um momento em que toda a matéria existente esteve tão incrivelmente comprimida que poderia ter a forma de minúsculo ovo.

Há aproximadamente quinze bilhões de anos, houve o que os cientistas chamam de Big Bang, não propriamente uma explosão, mas um movimento violento de expansão, com tal concentração energética que se fez naquele momento uma monumental luz.

Nascia o Universo.

***

Os místicos sempre intuíram como tudo começou.

Na milenar civilização hindu concebe-se que um ovo dourado produzido pela divindade se rompeu em determinado momento dando origem ao Universo.

Na Bíblia, a imagem poética:

Faça-se a luz e a luz se fez...

Pairando acima de cientistas e religiosos temos a figura augusta do Cristo, luz intensa que brilhou na Terra há dois mil anos, permitindo-nos identificar a força suprema que movimenta o Universo e sustenta a vida.

Chama-se Amor.

***

Viajores da Eternidade, deslocando-nos em velocidade vertiginosa pelo Infinito, a bordo da nave Terra, tranqüila seria nossa jornada se exercitássemos amor.

Jesus, que amou intensamente, legou-nos a fórmula ideal:

Tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também a eles.

Quando, num prodígio de entendimento e harmonização, todos os homens seguirem essa orientação, teremos a mais espantosa revolução na sociedade humana.

Cessarão os desníveis sociais absurdos que fazem a vergonhosa convivência entre a miséria e a opulência...

Acabaremos com a fome e a desolação...

Ninguém se sentirá feliz em casa confortável, com belo guarda-roupa e sortida despensa, enquanto existirem multidões que não têm onde morar, nem o que vestir, nem o que comer...

***

Inibindo o amor há o velho egoísmo humano, que nos leva a racionalizações para justificar a omissão diante dos pobres de todos os matizes.

São eleitos de Deus, que lhes impõe males e privações para conduzi-los ao Céu - explicam muitos religiosos...

Estão resgatando débitos cármicos - dizem muitos espíritas...

Madre Teresa de Calcutá, a grande servidora do Cristo, comenta sabiamente:

Falar sobre os pobres está em moda, mas conhecer, amar e servir aos pobres é coisa bem diferente.

Talvez consigamos algo nesse sentido se cultivarmos um pouco de compaixão; se, diante das misérias humanas, a gente ter dó, como se diz popularmente.

Compadecendo-nos venceremos o imobilismo e talvez sejamos até capazes de vivenciar o amor, cujo melhor sinônimo, aquele que melhor o explicita, é o verbo servir.

A propósito, diz um sábio judeu que aprendeu o verdadeiro amor ao próximo ouvindo a conversa de dois aldeões.

Dizia o primeiro:
-Diga-me, amigo João, você gosta de mim?
-Claro! Sou seu amigo. Gosto muito de você.
-Você sabe, amigo João, o que me dói?
-Ora, como posso saber o que lhe dói?
-Mas, João, se você não sabe o que me dói, como pode dizer que gosta de mim?

Conclui o sábio:

O verdadeiro amor ao próximo consiste em saber o que dói no outro.

***

De lição em lição aprendemos o que é o amor.
Um dia nos disporemos a exercitá-lo.
Então, o Universo não terá segredos para nós.
Seremos parte dele, integrados no infinito amor de Deus.

Autor:
Richard Simonetti

Fonte:
Livro: A Presença de Deus



Escrito por Cristian vive/Mahevi às 17h43
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Fazer o bem não é só ser caridoso, mas útil na medida do vosso poder, todas as vezes que vosso concurso pode ser necessário.

L. E. pg 263
 
 

Zombar de uma coisa que não se conhece, que não se sondou com o escalpelo do observador consciencioso, não é criticar, é fazer prova de imprudência e dar uma infeliz idéia se seu próprio julgamento.

L. E. pg 400
 
 

Deus pôs no fundo do vosso coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência. Ouvi-a, que ela só dará bons conselhos.

E. S. E. pg 160
 


Escrito por Cristian vive/Mahevi às 17h35
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Um dos maiores prazeres concedido ao homem sobre a Terra é o de reencontrar corações que simpatizam com o seu.

L. E. pg 365
 

Quantos não há que crêem amar perdidamente, porque não julgam senão pelas aparências, e quando são obrigados a viver com as pessoas, não tardam a reconhecer que isso não é senão uma admiração material.

L. E. pg 366
 

Amar não é desejar. É compreender sempre, dar de si mesmo, renunciar aos próprios caprichos e sacrificar-se para que a luz divina do verdadeiro amor resplandeça.

A. C. pg 92
 


Escrito por Cristian vive/Mahevi às 10h19
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A Arte Através dos Sonhos

As questões 400 à 412, da primeira obra basilar do Espiritismo, nos oferecem interessantes apontamentos acerca deste tão conhecido estado de emancipação da alma denominado sono físico, bem como de seu principal resultado — o sonho.

Ressalte-se, inicialmente, que nem todos os sonhos de que nos recordamos representam uma vivência real nos campos da espiritualidade, razão pela qual, assim estatuiu a questão 405 de O Livro dos Espíritos: “...Não deveis esquecer que, durante o sono, a alma está constantemente sob influência da matéria, às vezes mais, às vezes menos, e, conseqüentemente, nunca se liberta completamente das idéias terrenas. Disso resulta que as preocupações enquanto acordados podem dar àquilo que se vê a aparência do que se deseja ou do que se teme. A isso é o que verdadeiramente pode se chamar efeito da imaginação.”

Entretanto, há momentos em que o ser humano se desliga ostensivamente de seu corpo físico, entrando em franca comunicação com o Plano Maior, de lá extraindo elementos preciosos para a concretização de determinados objetivos na Terra. Após esses momentos, poderá, então, ao despertar, lançar idéias inovadoras capazes de levar o progresso aos diversos setores da sociedade planetária. Assim se fará, inclusive, no tocante às manifestações artísticas.

Na obra intitulada Os Mensageiros, capítulo 16, André Luiz, sob psicografia de Francisco Cândido Xavier, nos traz valiosa contribuição para a temática em apreço.

Encontrava-se o autor espiritual em trânsito por determinado posto de socorro, ocasião em que, ao observar amplo salão daquela paragem, assim se expressou: “....Admirado, fixei as paredes, de onde pendiam quadros maravilhosos. Um deles, contudo, impunha-me especial atenção. Era uma tela enorme, representando o martírio de São Dinis, o Apóstolo das Gálias, rudemente supliciado nos primeiros tempos do Cristianismo, segundo meus humildes conhecimentos de História. Intrigado, recordei que vira, na Terra, um quadro absolutamente igual àquele. Não se tratava de um famoso trabalho de Bonnat, célebre pintor francês dos últimos tempos? A cópia do Posto de Socorro, todavia, era muito mais bela.”

Julgou André Luiz que a tela que observara naquela região espiritual seria uma simples reprodução da existente na Terra. Diante do seu equívoco, recebeu a seguinte explicação, por ele reproduzida: “Engana-se — elucidou o meu gentil interlocutor — nem todos os quadros, como nem todas as grandes composições artísticas, são originárias da Terra. (...)Temos aqui a história real dessa tela magnífica. Foi idealizada e executada por nobre artista cristão, numa cidade espiritual ligada à França. Em fins do século passado, embora estivesse retido no círculo carnal, o grande pintor de Bayonne visitou essa colônia em noite de excelsa inspiração, que ele, humanamente, poderia classificar de maravilhoso sonho. Desde o minuto em que viu a tela, Florentino Bonnat não descansou enquanto não a reproduziu, palidamente, em desenho que ficou célebre no mundo inteiro”.

Tratava-se, na verdade, do notável pintor francês Leon-Joseph-Florentin Bonnat (1833-1922), que, dotado de aguçada espiritualidade e sensibilidade artística, o que se percebe em todas as suas obras, aproveitou-se de diversas noites de sono para reproduzir, entre nós, a obra em que se inspirara no além. Trabalho verdadeiramente exaustivo, já que foram necessários mais de dez anos para sua conclusão (1874-1885).
A “cópia” de Bonnat, de grandes dimensões, hoje faz parte do acervo do Panteão de Paris.

Como vemos, nossas noites podem ser perfeitamente aproveitadas para o exercício das mais nobres tarefas. Todavia, infelizmente, conforme nos afirma o instrutor Gúbio, em alerta reproduzido por André Luiz, em sua obra Libertação, pg. 80, psicografia de Chico Xavier, “...a maior porcentagem desses semilibertos do corpo, pela influência natural do sono, permanecem nos círculos de baixa vibração.”

Por fim, no que pesem nossas inclinações negativas, esforcemo-nos, doravante, no sentido de transformarmos as horas de sono em efetivas oportunidades de progresso espiritual, ressaltando-se que os nossos sonhos, conforme se tem comprovado, são os reflexos de nossas mais íntimas aspirações.

Autor:
José Marcelo Gonçalves Coelho

Fonte:
O Mensageiro



Escrito por Cristian vive/Mahevi às 16h54
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O Passe

Combinado com o fluido humano, o fluido espiritual lhe imprime qualidades de que ele carece.  Em tais circunstâncias, o concurso dos Espíritos é amiúde espontâneo, porém, as mais das vezes, provocado por um apelo do magnetizador.

(A Gênese – Allan Kardec) 

Nesse pequeno estudo sobre o passe, não abordaremos o roteiro comum usado por qualquer pessoa quando precisa conhecê-lo ou praticá-lo.  Apenas transcreveremos as explicações e opiniões dos amigos espirituais, a nós passadas, em reunião específica sobre o tema.

Procuramos traduzir o mais fielmente possível as elucidações, razão pela qual mantivemos quase na íntegra aquilo que nos foi dito, mudando apenas uma ou outra palavra, no sentido de torná-la mais adequada ao texto.

Após a prece inicial e leitura de pequeno trecho evangélico, os médiuns entraram em meditação.  Os amigos espirituais não se fizeram esperar.

... Como vocês já sabem, nossas observações hoje serão restritas ao passe, essa doação de energia, usada como terapia mesmo antes de Jesus, cujos efeitos são confirmados cientificamente na atualidade.   No passe, a doação fluídica pode ocorrer emanada tanto do encarnado que assiste a um enfermo, como de um desencarnado que auxilia o passista naquele instante, ou ainda de ambos.  No momento da aplicação, o Espírito chama a si energias do cosmo, como se as captasse com as mãos, atraídas que são pela força mental que as dirige.  Essa energia satura todo o perispírito do passista no instante da operação, caso o passe seja misto (fluidos vitais e espirituais), sendo ele o primeiro beneficiado pelo trabalho que faz.  Vale salientar que o passe é exercido também no plano espiritual como processo terapêutico que é, obedecendo aos mesmos requisitos básicos em sua aplicação, quando usado nas casas espíritas sérias.

Demonstração para os videntes:  “Percebo um companheiro com as mãos levantadas, e ao seu redor, circulando-o, uma pequena atmosfera azulada, como se fosse luz néon, atraída pela vontade dele.  Ele aproxima-se de “x” e aplica um passe para demonstrar a sua mecânica.  Das mãos dele saem raios, tipo “laser”, muito finos.  Do seu tórax também emanam esses raios.  Como o tempo de emissão fluídica foi um pouco demorado, os raios foram perdendo a intensidade luminosa, e ele prontamente ergueu os braços para o alto reabastecendo-se.  Ao levantar as mãos ele estava orando.  Seu semblante é novamente azulado, e está carregado como uma pilha.  Enquanto ele orava formou-se ao seu redor, um pouco acima da sua cabeça, um canal luminoso possibilitando que se reabasteça.  Ele parece sentir a chegada da energia, pois se agita um pouco, como se levasse leve choque.  A luz é predominantemente azul, com pequenas oscilações.  Ele agora começa aplicar um passe em “y”.  As etapas são as mesmas.  Doação, enfraquecimento da luz, levantamento das mãos, absorção de energias do cosmo e luminosidade.”

Essa técnica também pode ser executada pelos obsessores, quando procuram transmitir aos seus desafetos as suas emoções e sentimentos.  No passe a que vocês assistiram o companheiro quis transmitir (e o fez, através de sua vontade) o bem, o equilíbrio, a serenidade... No caso da obsessão, o comportamento e a carga fluídica têm sentido inverso.

Demonstração para os videntes:  “Vejo através de uma tela, como em um cinema, um rapaz com desejos suicidas, sob a atuação mental de uma jovem ofendida por ele no passado.  A jovem (obsessora) impõe as mãos sobre ele, encharcando o seu perispírito de uma substância enegrecida, fazendo com que os seus centros de força diminuam em intensidade vibratória.  De todo o corpo da jovem sai esse “piche” como se ela o transpirasse, transferindo-o para o rapaz, que o absorve pelos poros.  Da mesma maneira que as energias puras e cristalinas envolveram e penetraram o encarnado no primeiro caso, os fluidos densos e pegajosos também conseguem impregnar o perispírito do rapaz.  A aura do obsidiado apresenta-se escura, e nota-se perfeitamente que a sintonia entre ambos facilita esse intercâmbio fluídico.”

Autor:
Luiz Gonzaga Pinheiro

Fonte:
Livro: Vinte Temas Espíritas Empolgantes



Escrito por Cristian vive/Mahevi às 16h46
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Morrer - O Despertar para uma Nova Realidade

“....a alma se desprende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo subitamente libertado. Esses dois estados se tocam e se confundem de maneira que o Espírito se desprende pouco a pouco dos laços que o retinham no corpo físico: eles se desatam, não se quebram.”
Allan Kardec


A morte tão temida e abominada, é um fenômeno que todos vivenciarão, sem saber quando ou como. Raramente se está preparado para enfrentá-la, (principalmente na civilização ocidental, em que tal tema é cercado de misticismo), e as perdas que ela provoca são sofridas e difíceis de aceitar. O medo da morte, dentre outros motivos, tem origem no desconhecimento do fenômeno em si, de como se processa e com o que acontece depois (será realmente o fim ?).

Para o espírita, a morte não é o fim, mas a continuação da vida em uma nova realidade, o renascer para a espiritualidade. A morte consiste na passagem de uma dimensão vibratória mais densa para outra mais sutil, isto é, o término de uma etapa da jornada evolutiva - vida material, e o despertar para a verdadeira vida - a espiritual . “A morte é somente uma experiência de desvestir uma para assumir outra indumentária, entretanto prosseguindo na vida”. Quando a vida material se extingue, os elos que unem o corpo espiritual - perispírito, ao corpo físico se desvencilham, libertando o espírito juntamente com seu perispírito para a realidade espiritual. O tempo de desprendimento destes laços, varia de acordo com a evolução do ser, quanto mais espiritualizado mais rápido se faz o desenlace. “A causa principal da maior ou menor facilidade de desprendimento é o estado moral da alma. A afinidade entre corpo e o perispírito é proporcional ao apego à matéria.....”. Por conseguinte, aquele que supervaloriza os bens materiais e tudo que diz respeito à matéria, em detrimento dos valores espirituais, leva mais tempo para se desligar do corpo físico.

Ainda em relação a transição da vida material para à espiritual, convém destacar o fenômeno da perturbação, que quase sempre ocorre concomitante ou após o rompimento dos laços perispirituais. Geralmente esta perturbação, tal qual sono reparador, acontece no momento da morte, e também tem duração variada - horas, dias meses e até anos, segundo o grau evolutivo do espírito. Existem variáveis como a índole do ser, a dimensão psíquica que vivencia, o tipo de morte (suicídios, acidentes, doenças etc.) e o tipo de vida que levou, que influenciam de modo direto na modalidade e no tempo de duração da perturbação. Cabe aqui ressaltar a infeliz situação dos suicidas, que ao interromper a vida material de forma intempestiva, se vêem presos ao corpo por um longo período, vivenciando na maioria das vezes, a decomposição do seu corpo material. Em outros casos de mortes violentas ou súbitas (acidentes, crimes etc.), pode acontecer do espírito não perceber o seu passamento, acreditar-se ainda vivo, confundindo seu perispírito com seu corpo material. Tal confusão, provoca um aturdimento ao espírito, e pode levar algum tempo até que este tome consciência da realidade. Assim, inúmeras são as modalidades de perturbação espiritual variando sempre de acordo com o progresso moral e o conhecimento adquirido pelo espírito em sua existência terrena. Portanto, não há dois processos desencarnatórios idênticos, cada ser morre e acorda na outra vida conforme viveu, pensou e agiu. A morte não faz milagres no comportamento de ninguém, o ser despoja-se da matéria,mas não de suas idiossincrasias, pensamentos e vícios.

O despertar, a retomada da consciência, também está sujeito às variações determinadas pelo merecimento do ser. “Desperta-se, porém, na realidade do além túmulo, na dimensão psíquica onde se esteve durante o trânsito carnal.” Todo ser está em sintonia com as faixas vibratórias correspondentes aos padrões mentais fixados durante a sua existência física. Desta forma, ao despertar no outro lado da vida, estará no meio psíquico afim. Pode ser recebido por espíritos familiares e amigos que o antecederam na viagem, bem como por antigos comparsas, desafetos, ou credores ávidos por justiça. Sempre sob a supervisão fraterna de seu espírito-guia - mesmo que a diferença vibratória impeça que o desencarnado enxergue seu protetor - o espírito retoma a consciência, muitas vezes seguida da “visão panorâmica” - todos os acontecimentos da vida são visualizados rapidamente como numa tela panorâmica. A realidade nua e crua se descortina perante o recém chegado, ele se vê como realmente é, sem máscaras ou fantasias. A névoa da ilusão desaparece, fazendo emergir a verdade que nem sempre é fácil de enfrentar. A análise de seus atos perante sua consciência o faz sofrer ou não, de acordo com o seu merecimento. “A consciência é departamento do espírito, na qual estão escritos os deveres do ser humano em relação a si mesmo, ao seu próximo e a Deus”. Sob a égide de seu espírito-guia avalia a vida que levou pela consciência desperta e lúcida. Reflete com discernimento sobre o programado (antes de reencarnar), e o realizado durante a sua existência física. Na maioria das vezes o remorso se faz presente, trazendo dor e constrangimento. O auxílio vigoroso e carinhoso do protetor pode amenizar o padecimento moral do espírito devedor perante as Leis Soberanas, sem, no entanto, fazê-lo ignorar as responsabilidades intrínsecas às ações impróprias cometidas, como pelas atitudes que deveriam e não foram tomadas. Aqueles que burlaram de modo significativo as leis do equilíbrio, conseqüentemente sofrem um estado de intensa perturbação, com o remorso que advém da cobrança implacável da consciência. Muitas vezes se refugiam na hibernação, a fim de postergar o enfrentamento da dura realidade, que não tardarão a encarar. Seus mentores, conhecedores da eficácia da lei de Causa e Efeito, esperam pacientes com a certeza que no tempo certo a luz do entendimento e da conscientização chegarão à eles. Logo que o espírito se encontra em condições, o guia encaminha o para regiões de recuperação ou para reencarnações expiatórias com fins reeducacionais. Todos estão fadados à ascensão na escala evolutiva, e o tempo para alcançá-la dependerá do esforço pessoal de cada um.

De modo simplista podemos inferir que, a passagem à outra vida para o homem de bem, é calma com um despertar tranqüilo. Para outros pode ser, atormentada, angustiante e até aterrorizante. Não há privilégios, conforme se vive e se pense, se obterá o céu ou o inferno, seja na vida material ou na espiritual.

Portanto, é preciso buscar com austeridade o seu desenvolvimento interior, procurando viver em sintonia com os ensinamentos de Jesus, ciente das responsabilidades que se tem perante Deus e à vida eterna. Desta forma, com a consciência tranqüila, e a certeza que a vida continua além da matéria, o medo da morte esvaece. A dor e o desespero pelas perdas dos entes queridos são minimizados, com a convicção do reencontro que um dia há de se ter.

Autor:
Sônia Loyola

Fonte:
O Mensageiro



Escrito por Cristian vive/Mahevi às 10h53
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